No colunata na fachada da Igreja de

No
período barroco assistiu se só revivalismo triunfante dos destinos catolicismo,
invertendo se algumas das derrotas verificadas no século XVI. Durante este
período conturbado, a Reforma dilacerara a Igreja, dividindo a Europa em duas
facções correntes de católicos e protestantes, os Turcos continuavam a ameaçar
a orla oriental do Sacro Império Romana e a própria Roma, a Santa Sé, fora saqueada
em 1527.

            O Papado não respondia a estes
desastres com um espirito de compromisso, mas sim com uma grande determinação
em reinstaurar a sua autoridade. Em contraste com os valores protestantes de
austeridade e simplicidade, encorajava a criação de arquitectura e obras de
arte grandiosas. As novas igrejas e altares, extremamente elaborados,
destinavam se a evocar o mesmo sentimento de tenor e majestade que as grandes
catedrais da Idade Média haviam inspirado.

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O estilo barroco:
Teatralidade e complexidade

O
estilo barroco desenvolveu se de forma a satisfazer as necessidades deste
renascimento católico. O termo teve provavelmente origem na palavra portuguesa
” barroco “, que designada uma perola de forma irregular. A ênfase está no
irregular, visto o barroco ter implícito um afastamento da simetria e harmonia
no Renascimento. Na arquitectura, teve como resultado edifícios concebidos em
grande escala, usando os materiais mais nobres e concepções intencionalmente
complexas e teatrais. Gianlorenzo Bernini( pintor, escultor e arquitecto do
século XVI ),foi pioneiro deste estilo em Roma , tendo concebido a colunata na
fachada da Igreja de São Pedro e o magnifico baldaquino sobre o altar mor , em
colaboração  com Francesco Bormini  e Pietro da Corona.

Os
pintores barrocos fizeram tentativas semelhantes para apelar fortemente ás
emoções e aos sentidos. Artistas como Caravaggio, em Itália, e Rembrandt, na
Holanda protestante, procuram atingir este objectivo através de efeitos
teatrais de iluminação enquanto outros, como Rubens, imbuíram as figuras das
suas composições de movimentos vigorosos e por vezes contorcidos.

A música barroca e o
aparecimento da ópera

Num
contexto musical, ” barroco ” é um termo muito menos preciso, frequentemente
usado para sugerir pouco mais que o um estilo ornamentado e bastante teatral.
No entanto, os compositores da época estavam conscientes de uma ruptura com o
passado. Em 1605, Monteverdi fez uma distinção clara entre a Prima Prattica e a
Seconda Pratica (primeira e a segunda pratica ), referindo se a primeira estilo
intrincado de composição do Renascimento e a segunda a uma nova  ênfase na clareza do texto. No coração deste
novo estilo encontra se o desenvolvimento do Baixo continuo, um acompanhamento
harmónico de apoio á melodia principal.

            Tais inovações produziram frutos
quase imediatamente, ajudando a estimular no aparecimento da ópera. Desde a
década de 1570 que uma academia informal em Florença, conhecida pelo nome de
Camerata (clube ou circulo), se reunia para distinguir uma grande variedade de
tópicos culturais. Um dos assuntos em debate era o teatro antigo grego, no qual
se pensava qua a musica desempenharia um papel vital. Vários membros tentaram
reviver a forma, usando o recitativo ( um método de canto solista que reflecte
os padrões da fala ) como forma de transmitir o diálogo dramático ao publico.
Ao faze lo, estavam efectivamente a fazer eco da crítica de Monteverdi de que a
música se deveria subornar ao texto.

A
ópera mais antiga que chegou aos nossos foi Euridice de Jacopo Peri, encomendada
em 1600 para as festividades da celebração do casamento de Henrique IV de
França com Maria de Médici de Florença. No entanto, a primeira obra- prima no
novo género foi Orfeo de Monteverdi, em 1607, que composto para família
Gonzaga, de Mântua . Esta foi produzida numa escala inteiramente diferente da
das experiencias anteriores. Enquanto Peri utilizara apenas alguns alaudes e um
cravo nas suas óperas, mantendo se discretamente escondidos por detrás do
cenário. Monteverdi usou uma orquestra completa composta por cerca de 40
minutos.

O
gosto pela ópera difundiu se, tendo se Roma e Veneza transformado nos novos
centros de excelência musical. Roma tomou a dianteira na década de 1620, em
grande parte devido a patronos da mais alta hierarquia da igreja. O Cardeal
Barberini mandou construir uma sala de ópera no seu palácio, em 1623 , enquanto
um dos libretistas mais talentosos do período, Giulio Rospigliosi, se tornou
papa em 1667. Veneza era, segundo todas as aparências, uma cidade rica, embora
as fachadas dos seus edifícios escondessem frequentemente a decrepitude que a
invadia. Apesar de não ter as ligações operáticas exaltadas de Roma,
desempenhou um papel crucial na divulgação do género entre um público mais
vasto. O primeiro teatro de época público abriu ali em 1637, sendo construídos pelo
menos mais quinze até ao fim do século. Cada bairro tinha o seu teatro local,
semelhante aos cinemas de hoje.

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